Depois do Decreto
Encerrado o ciclo de funcionamento noturno, a estrutura do pavilhão seguiu existindo — e sua trajetória posterior revela como edifícios de veraneio podem ganhar novos significados.
Uma estrutura em busca de novo uso
Depois de 1946, o pavilhão não foi imediatamente demolido. Como ocorreu com outras edificações semelhantes ao longo do litoral brasileiro, a estrutura de madeira permaneceu em pé por algum tempo, servindo a usos mais esporádicos: encontros diurnos, pequenas reuniões comunitárias e, eventualmente, abrigo informal para atividades de pesca e artesanato local, aproveitando a proximidade com a praia e as dunas.
Memória difusa, documentação escassa
A ausência de um uso contínuo e institucionalizado fez com que os registros sobre o destino exato do edifício nas décadas seguintes se tornassem fragmentados. Esse é um padrão comum entre pavilhões de veraneio da década de 1940 — ao perderem sua função original, muitos deixaram de ser documentados sistematicamente, o que reforça a importância do trabalho de fontes e curadoria reunido neste acervo.
Lições para a preservação
A trajetória do pavilhão depois de 1946 ilustra um desafio recorrente na preservação da arquitetura de veraneio do litoral cearense: estruturas leves, pensadas para uso temporário e clima tropical, raramente foram projetadas para durar décadas sem manutenção constante. Compreender essa fragilidade construtiva, descrita também em arquitetura tropical, é essencial para valorizar o que resta da memória desses espaços.
Um legado que permanece em registros
Ainda que a construção original não tenha sobrevivido até os dias atuais em sua forma completa, a memória do Pavilhão das Dunas permanece viva em relatos, ilustrações e descrições reunidas neste acervo. Esse legado documental é o que permite reconstruir, mesmo que parcialmente, a experiência de quem frequentou o salão entre 1940 e 1946 — experiência narrada ao longo de todas as seções deste museu virtual.